quinta-feira, 24 de maio de 2012

sábado, 24 de março de 2012

A ARTEMÍSIA E A CURA DA MALÁRIA


Pesquisadores investigam plantas tradicionais da Amazônia em busca de novos medicamentos contra a malária

Esquematização do ciclo da malária adaptado a partir de Richie & Saul.
Raizeiro em área endêmica de malária, com plantas tradicionalmente usadas contra a doença (foto Luzia Helena Carvalho)

O QUE É A PESQUISA

A malária humana, primeira causa de perdas econômicas no mundo, continua endêmica (endemias são doenças que existem constantemente em determinadas regiões) nos trópicos, inclusive no Brasil, onde seu controle depende do tratamento dos casos agudos e da proteção individual contra a picada dos insetos transmissores (os mosquitos anofelinos, chamados também vetores da doença). Não há vacinas disponíveis apesar de muitas estarem em fase de testes pré-clínicos e clínicos, a maioria na África.

Como parte da população dos países em desenvolvimento utiliza plantas medicinais no tratamento de malária e o desenvolvimento de novos medicamentos sintéticos demanda elevados custos, espera-se que a triagem de extratos e moléculas de plantas selecionadas constitua uma estratégia promissora e menos dispendiosa.


Estima-se em 250.000 o número de espécies vegetais usadas na medicina popular em todo o mundo. Menos de 10% delas tem sua atividade farmacológica e bioquímica estudada. Compostos ativos descobertos a partir de produtos naturais podem ser otimizados por meio da química. Foi o caso da artemisinina (ginghaosu), potente antimalárico obtido da planta Artemisia annua, de uso milenar na China. A artemisinina alterada quimicamente resultou em moléculas de baixa toxicidade, eficazes no tratamento da malária grave pelo P. falciparum resistente aos antimaláricos, inclusive na forma cerebral.


A quinina e a artemisina são moléculas derivadas de plantas, respectivamente da Chinchona spp (cujos alcalóides são a quinina, a quinolina, etc) e da Artemisia annua, inspirando a pesquisa de novos antimaláricos com base na etnofarmacologia (ciência que estuda as propriedades fármaco-químicas de produtos tradicionalmente usados pelas culturas ancestrais). A Organização Mundial de Saúde (OMS) incentiva pesquisas de novas drogas terapêuticas a partir de produtos naturais. Para isso apoia o grupo RITAM (Research Iniciative on Tradicional Antimalárial Methods) criado em 1999, na Universidade de Oxford, Inglaterra, e mantém uma Divisão de Pesquisas em Doenças Tropicais.


Outra sustância antimalárica de origem tradicional é a cloroquina, isolada a partir da quinina e posteriormente sintetizada e patenteada por americanos e alemães, além de outros importantes antimaláricos (mefloquina, amodiaquina, etc) denominados esquizonticidas sanguíneos por serem ativos contra as formas de plasmódios (parasitas causadores da malária) no sangue circulante, responsáveis pela febre e outros sintomas. Usada por décadas, a cloroquina, tem alta eficácia, baixo custo e baixa toxicidade, atuando contra todas as espécies de plasmódios, sendo ainda muito usada no tratamento da malária transmitida pelos P. vivax e pelo P. falciparum (gêneros de plasmódios) em regiões onde a resistência à droga ainda não apareceu.


A cloroquina tem sido gradualmente substituída por outros antimaláricos no tratamento da malária causada por cepas resistentes de P. falciparum. Diversas combinações são usadas (antibióticos e antimaláricos tradicionais, quinina e mefloquina, quinina e artemisinina, etc) mas, segundo a OMS, novos compostos são urgentes.


Estudiosos do Laboratório de Malária, do Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR), órgão da Fundação Oswaldo Cruz sediado em Belo Horizonte, usam, desde os anos 80, a abordagem etnofarmacológica na busca de novos antimaláricos. Eles adotaram esta abordagem depois de terem testado sem maiores sucessos cerca de 300 extratos brutos de plantas não selecionadas, enviadas pelos Núcleos de Pesquisa de Produtos Naturais, na malária de roedores, a maioria inativa contra parasitas da malária.


Através da abordagem etnofarmacológica, esses pesquisadores identificaram cerca de 150 espécies citadas na literatura brasileira ou por populações da Amazônia, para tratamento de febre, malária e problemas hepáticos. Foram testados, com resultados promissores, extratos brutos de mais de 50 plantas medicinais, tendo suas frações semi-purificadas e suas moléculas isoladas.


Na presente pesquisa os cientistas estudam frações e moléculas de plantas medicinais com intensa atividade antimalárica experimental em laboratório, com ênfase nas espécies Bidens pilosa (vulgo picão preto), Cecropia sp (vulga embaúba), Alomyia (vulga mata-pasto) e outras. São realizados testes in vivo (isto é, com cobaias) contra o P. berghei e in vitro (isto é, laboratoriais) em cultivos do parasita humano, o P. falciparum, visando realizar em larga escala estudos com extratos e moléculas modificadas (do lapachol, da artemisinina, de lignanas, de flavonóides), em colaboração com químicos e fitoquímicos.


O projeto também permite o treinamento de pessoal em diversos níveis, de iniciação científica até o doutorado, nas várias áreas de estudo (biologia, fitologia, fitoquímica, parasitologia, química etc.).


Os compostos mais ativos e de baixa toxicidade deverão levar a substâncias destinadas a testes pré-clinicos como novos antimaláricos. Drogas tradicionalmente usadas como profiláticas (isto é, preventivas da malária), serão testadas em relação à sua atividade esquizonticida tecidual. Isso quer dizer que será testada a eficiência destas drogas contra as formas hepáticas (isto é do fígado) do parasita, que após serem inoculadas pelos mosquitos no hospedeiro vertebrado, como esporozoitas (forma infectante do parasita), passam a multiplicar-se por esquizogonia. Para esses teste o grupo tem usado mosquitos Aedes fluviatilis alimentados em aves (galinhas) infectadas com P. gallinaceum (agente da malária em aves mantida no laboratório) e mais recentemente em camundongos inoculados com esporozoítas obtidos de mosquitos anofelinos, numa recente colaboração com o Laboratório de Malária da Universidade Nova de Lisboa, Portugal.


Espera-se esclarecer com esse modelo se a planta “cerveja do índio” (Ampeloziziphus amazonicus, Fam. Rhamnaceae), usada como profilático no tratamento da malária por algumas populações amazônicas, de fato atua contra as formas iniciais de desenvolvimento dos esporozoítas in vivo. Em numerosos testes anteriores o grupo do Centro de Pesquisas René Rachou já demonstrou que extratos dessa planta são inativos contra as formas sanguíneas da doença, em roedores, em aves, e contra parasitas humanos in vitro.


Colaboram neste projeto os alunos bolsistas do CNPq Valter Ferreira de Andrade Neto/UFMG, Maria Gabrielle L. Rocha/PIBIC e Pedro Autran e, os pesquisadores Luzia Helena de Carvalho/CPQRR/FIOCRUZ, Maria das Graças Lins Brandão/UFMG, Carlos L. Zani/CPqRR/Fiocruz, Tânia Alves/CPqRR/Fiocruz, Marília Oliveira Fonseca Goulart/UFAL, Euzébio Santana Goulart/UFAL e Lúcia Maria Xavier Lopes/UNESP.


COMO É FEITA A PESQUISA

Os cientistas realizam inicialmente suas experiências de quimioterapia antimalárica in vitro, isto é, cultivando linhagens do parasita P. falciparum mais resistentes às drogas tradicionais, e submetendo-as ao contato com a cloroquina em paralelo com os diversos compostos e moléculas novas a serem testadas. O crescimento do parasita é avaliado por microscopia ótica, anotando-se os resultados do crescimento com e sem drogas.

A etapa seguinte consiste de testes de quimioterapia antimalárica in vivo, isto é, com cobaias, camundongos infectados com P. berghei ou aves com P. gallinaceum. Para alguns compostos mais ativos espera-se poder conduzir testes também em macacos da espécie Saimiri sciureus, suscetíveis à infecção com o parasita humano P. falciparum. Tais experiências são previamente aprovadas pelo Comitê de Ética para uso de animais da FIOCRUZ.


Também estão sendo realizados novos estudos da planta cerveja-de-índio, usada como profilático contra a malária por populações ribeirinhas na Amazônia. Para isso extratos e frações da espécie A. amazonicus estão sendo testadas em aves e camundongos inoculados com esporozoítas, que são as formas infectantes presentes no inseto vetor (mosquito).


Os cientistas testam a atividade antimalárica de extratos brutos, frações semi-purificadas e moléculas obtidas por síntese enviadas por seus colaboradores, fitoquímicos e químicos de diversas da FIOCRUZ e de Universidades brasileiras (UFMG, UFAL, UNICAMP, UNESP, UFRJ, entre outras). Os extratos brutos mais promissores são das plantas Bidens pilosa (silvestre e cultivada), da espécie Alomia myriadenia e da espécie Cecropia sp por terem se mostrado muito ativos in vivo e in vitro. A tabela em anexo fornece uma listagem das plantas testadas no laboratório que mostraram maior atividade, com seus nomes populares. Atualmente os pesquisadores estudam moléculas obtidas por sínteses e/ou modificações de numerosas plantas, incluindo alcalóides, de lignanas (componentes da madeira) isoladas da planta Holostylis sp e com flavonóides de algumas leguminosas.


Serão realizadas análises das propriedades químicas da planta Bidens pilosa, pelos colaboradores fitoquímicos, bem como de sua toxicidade. Nestes testes serão contabilizadas as mortes de camundongos ou de culturas de células após administração de doses elevadas dos extratos e das moléculas produzidas durante a pesquisa, além de outras análises estatísticas.


IMPORTÂNCIA DA PESQUISA

A presente pesquisa permitirá implantar uma metodologia para testar antimaláricos in vitro em larga escala, visando atender à grande demanda nacional de químicos interessados em produtos naturais. Os testes de extratos, frações ou moléculas obtidas de plantas constituem uma pesquisa multidisciplinar e multiinstitucional de grande alcance, cuja principal meta é encontrar extratos com atividade in vivo e in vitro, de modo a produzir fitoterápicos e isolar moléculas ativas para substituir a cloroquina no tratamento das formas resistentes do P. falciparum, comuns na Amazônia brasileira.

Estes estudos poderão resultar em pedidos de patentes de derivados do lapachol, das lignanas, e de flavonóides com comprovada eficácia contra a malária. Espera-se encontrar protótipos para novos antimaláricos que possam passar para a fase de testes em primatas e testes pré-clínicos em voluntários humanos no futuro. Além disso, a pesquisa tem grande importância na formação de pessoal altamente especializado. Nesse campo há uma premente necessidade de mão de obra qualificada que pode ser imediatamente aproveitada, no nível de graduação, técnico e de segundo grau, e na indústria.


A mais importante, entre as possíveis repercussões da pesquisa é a possibilidade de desenvolver novos medicamentos antimaláricos, visando substituir a cloroquina no tratamento da malária resistente.


Texto de divulgação científica publicado em 16 de março de 2004.
Pesquisador(es) Responsável(eis)
Antoniana Ursine Krettli

Título do trabalho acadêmico
Busca de novos antimaláricos a partir de plantas ativas e de moléculas correlatas
Fonte(s) Financiadora(s)
CNPq, FAPEMIG
Sugestões de leitura
Site:

Casos de Malária no Brasil. Fundação Nacional da Saúde, Ministério da Saúde, 2002
www.funasa.gov.br

Artigos:

A Pesquisa da Malária no Brasil, de Antoniana U. Krettli, Revista Ciência Hoje, 1998

Plantas brasileiras alternativas no tratamento da malária, de Antoniana U. Krettli e outros, revista Ciência Hoje, 1997

Vacina contra a malária: otimismo com cautela, de Antoniana U. Krettli, Revista Ciência Hoje, 1996

Nova metodologia ajuda no tratamento da malária, de Antoniana U. Krettli, Revista Ciência Hoje, 1993

Antimaláricos de uso popular na Amazônia, de Antoniana U. Krettli, Brandão M.G.L. e Carvalho L. H., Revista Ciência Hoje, 1991

Malária humana: situação atual, problemas de diagnóstico e imunidade, de Antoniana U. Krettli e Fontes C. J. F., Revista Ciência e Cultura, 1990

sábado, 11 de fevereiro de 2012

CURSO DE ACUPUNTURA COM FOGO E ÓLEO DE ARTEMÍSIA


CURSO DE ACUPUNTURA COM FOGO E ÓLEO DE ARTEMÍSIA

A ACUPUNTURA É FORMADA POR DUAS FORÇAS DA NATUREZA O METAL E O FOGO, DOIS ELEMENTOS QUE JUNTOS E SEPARADOS ATUAM NA PREVENÇÃO E NA CURA DOS MALES PROVOCADOS PELOS DESEQUILIBRIOS ENERGÉTICOS, ENTÃO O CURSO DE ACUPUNTURA COM FOGO E ARTEMÍSIA VISA DAR AO PROFISSIONAL A UTILIZAÇÃO DE UM DOS PRINCÍPIOS DA ACUPUNTURA MENOS CONHECIDOS E MUITO EFICIENTE NO COMBATE AOS DESEQUILIBRIOS. COM UMA CARGA HORARIA DE 200 HORAS E TRÊS MESES COM DUAS AULAS POR SEMANA E REFORÇO NO SABÁDO, E COM VALOR DE r$ 600,00 AVISTA E R$ 700,OO NO CARTÃO, APOSTILA E CERTIFICAÇÃO PELAS UNIVERSIDADES LIVRES ULTEP E ULMATAN, CONSELHO DE AUTO-REGULAMENTAÇÃO DOS ACUPUNTURISTAS DO ESTADO DA BAHIA, CLUBE LOUCOS POR MASSAGEM. USO DA ACUPUNTURA COM LUZ E ARTEMÍSIA, USO DO BASTÃO DE MOXABUSTÃO COM ARTEMÍSIA (ACUPUNTURA COM FOGO) E TODAS AS VARIAÇÃO E APRESENTAÇÕES DA ACUPUNTURA COM FOGO, ÓLEO DE ARTEMÍSIA. INICIO DAS MATRICULAS DIA 27.02.2012 E INICIO DO CURSO DIA 03.03.2012 A PARTIR DAS 09:00 ALÉM DE GARANTIR O USO DA ACUPUNTURA SEM RESTRIÇÕES DE LEIS DE ATO MEDICO POIS OS RESULTADOS SÃO CONSEGUIDOS SEM A NECESSIDADE E INVASÃO DE PELE. DANDO AO PROFISSIONAL O STATUS DE ACUNPUNTISTA COM FOGO E ARTEMÍSIA.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MAIS UMA VEZ A CIÊNCIA SE CONTRADIZ


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O COLESTEROL PASSOU DE VILÃO A UMA PRESENÇA NECESSÁRIA, COMO FICA A CIÊNCIA
Postado por franklin ferreira de souza em 3 novembro 2011 às 4:11
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BOMBA na Medicina - Colesterol não é problema mais!






Mais uma ¨verdade¨ difundida por interesses mercantis é questionada.
O texto abaixo, supostamente de responsabilidade de um médico experiente, ataca um dogma propagado em benefício da indústria da soja.
A linguagem e o estilo emprestam credibilidade ao artigo.


Colesterol não é o Inimigo que você foi induzido a crer – 01/06/2011

Cirurgião Cardíaco admite enorme erro!

Por Dr. Lundell Dwight, MD

Nós os médicos com todos os nossos treinamentos, conhecimento e autoridade, muitas vezes adquirimos um ego bastante grande, que tende a tornarmos difícil admitir que estamos errados. Então, aqui está. Admito estar errado...
Como um cirurgião com experiência de 25 anos, tendo realizado mais de 5.000 cirurgias de coração aberto, hoje é meu dia para reparar o erro de médicos com este fato científico. Eu treinei por muitos anos com outros médicos proeminentes rotulados como "formadores de opinião." Bombardeado com a literatura científica, sempre participando de seminários de educação, formuladores de opinião que insistiam que doença cardíaca resulta do fato simples dos elevados níveis de colesterol no sangue.
A terapia aceita era a prescrição de medicamentos para baixar o colesterol e uma severa dieta restringido a ingestão de gordura. Este último é claro que insistiu que baixar o colesterol e doenças cardíacas. Qualquer recomendação diferente era considerada uma heresia e poderia possivelmente resultar em erros médicos.
Ela não está funcionando! Estas recomendações não são cientificamente ou moralmente defensáveis. A descoberta, há alguns anos que a inflamação na parede da artéria é a verdadeira causa da doença cardíaca é lenta, levando a uma mudança de paradigma na forma como as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas serão tratados.
As recomendações dietéticas estabelecidas há muito tempo ter criado uma epidemia de obesidade e diabetes, cujas consequências apequenam qualquer praga histórica em termos de mortalidade, o sofrimento humano e terríveis consequências econômicas.
Apesar do fato de que 25% da população tomar caros medicamentos a base de estatina e, apesar do fato de termos reduzido o teor de gordura de nossa dieta, mais americanos vão morrer este ano de doença cardíaca do que nunca. Estatísticas do American Heart Association, mostram que 75 milhões dos americanos atualmente sofrem de doenças cardíacas, 20 milhões têm diabetes e 57 milhões têm pré-diabetes. Esses transtornos estão a afetar pessoas cada vez mais jovens em maior número a cada ano.
Simplesmente dito, sem a presença de inflamação no corpo, não há nenhuma maneira que faça com que o colesterol se acumule nas paredes dos vasos sanguíneos e cause doenças cardíacas e derrames. Sem a inflamação, o colesterol se movimenta livremente por todo o corpo como a natureza determina. É a inflamação que faz o colesterol ficar preso.
A inflamação não é complicada - é simplesmente a defesa natural do corpo a um invasor estrangeiro, tais como toxinas, bactéria ou vírus. O ciclo de inflamação é perfeito na forma como ela protege o corpo contra esses invasores virais e bacterianos. No entanto, se cronicamente expor o corpo à lesão por toxinas ou alimentos no corpo humano, para os quais não foi projetado para processar, uma condição chamada inflamação crônica ocorre. A inflamação crônica é tão prejudicial quanto a inflamação aguda é benéfica.
Que pessoa ponderada voluntariamente exporia repetidamente a alimentos ou outras substâncias conhecidas por causarem danos ao corpo? Bem, talvez os fumantes, mas pelo menos eles fizeram essa escolha conscientemente. O resto de nós simplesmente seguia a dieta recomendada correntemente, baixa em gordura e rica em gorduras poli-insaturadas e carboidratos, não sabendo que estavam causando prejuízo repetido para os nossos vasos sanguíneos. Esta lesão repetida cria uma inflamação crônica que leva à doença cardíaca, diabetes, ataque cardíaco e obesidade.
Deixe-me repetir isso. A lesão e inflamação crônica em nossos vasos sanguíneos é causada pela dieta de baixo teor de gordura recomendada por anos pela medicina convencional.
Quais são os maiores culpados da inflamação crônica? Simplesmente, são a sobrecarga de simples carboidratos altamente processados ​​(açúcar, farinha e todos os produtos fabricados a partir deles) e o excesso de consumo de óleos ômega-6 (vegetais como soja, milho e girassol), que são encontrados em muitos alimentos processados.
Imagine esfregar uma escova dura repetidamente sobre a pele macia até que ela fique muito vermelho e quase sangrando. Faça isto várias vezes ao dia, todos os dias por cinco anos. Se você pudesse tolerar esta dolorosa escovação, você teria um sangramento, inchaço e infecção da área, que se tornaria pior a cada lesão repetida. Esta é uma boa maneira de visualizar o processo inflama tório que pode estar acontecendo em seu corpo agora.

Independentemente de onde ocorre o processo inflamatório, externamente ou internamente, é a mesma. Eu olhei dentro de milhares e milhares de artérias. Na artéria doente parece que alguém pegou uma escova e esfregou repetidamente contra a parede da veia. Várias vezes por dia, todos os dias, os alimentos que comemos criam pequenas lesões compondo em mais lesões, fazendo com que o corpo responda de forma contínua e adequada com a inflamação.
Enquanto saboreamos um tentador pão doce, o nosso corpo responde de forma alarmante como se um invasor estrangeiro chegasse declarando guerra. Alimentos carregados de açúcares e carboidratos simples, ou processados ​​com óleos omega-6 para durar mais nas prateleiras foram a base da dieta americana durante seis décadas. Estes alimentos foram lentamente envenenando a todos.
Como é que um simples bolinho doce cria uma cascata de inflamação fazendo-o adoecer?
Imagine derramar melado no seu teclado, ai você tem uma visão do que ocorre dentro da célula. Quando consumimos carboidratos simples como o açúcar, o açúcar no sangue sobe rapidamente. Em resposta, o pâncreas segrega insulina, cuja principal finalidade é fazer com que o açúcar chegue em cada célula, onde é armazenado para energia. Se a célula estiver cheia e não precisar de glicose, o excesso é rejeitado para evitar que prejudique o trabalho.
Quando suas células cheias rejeitarem a glicose extra, o açúcar no sangue sobe produzindo mais insulina e a glicose se converte em gordura armazenada.
O que tudo isso tem a ver com a inflamação? O açúcar no sangue é controlado em uma faixa muito estreita. Moléculas de açúcar extra grudam-se a uma variedade de proteínas, que por sua vez lesam as paredes dos vasos sanguíneos. Estas repetidas lesões às paredes dos vasos sanguíneos desencadeiam a inflamação. Ao cravar seu nível de açúcar no sangue várias vezes por dia, todo dia, é exatamente como se esfregasse uma lixa no interior dos delicados vasos sanguíneos.
Mesmo que você não seja capaz de ver, tenha certeza que está acontecendo. Eu vi em mais de 5.000 pacientes que operei nos meus 25 anos que compartilhavam um denominador comum - inflamação em suas artérias.
Voltemos ao pão doce. Esse gostoso com aparência inocente não só contém açúcares como também é cozido em um dos muitos óleos omega-6 como o de soja. Batatas fritas e peixe frito são embebidos em óleo de soja, alimentos processados ​​são fabricados com óleos omega-6 para alongar a vida útil. Enquanto ômega-6 é essencial - e faz parte da membrana de cada célula controlando o que entra e sai da célula - deve estar em equilíbrio correto com o ômega-3.
Com o desequilíbrio provocado pelo consumo excessivo de ômega-6, a membrana celular passa a produzir substâncias químicas chamadas citocinas, que causam inflamação.Atualmente a dieta costumeira do americano tem produzido um extremo desequilíbrio dessas duas gorduras (ômega-3 e ômega-6). A relação de faixas de desequilíbrio varia de 15:1 para tão alto quanto 30:1 em favor do ômega-6. Isso é uma tremenda quantidade de citocinas que causam inflamação. Nos alimentos atuais uma proporção de 3:1 seria ideal e saudável.
Para piorar a situação, o excesso de peso que você carrega por comer esses alimentos, cria sobrecarga de gordura nas células que derramam grandes quantidades de substâncias químicas pró-inflamatórias que se somam aos ferimentos causados por ter açúcar elevado no sangue. O processo que começou com um bolo doce se transforma em um ciclo vicioso que ao longo do tempo cria a doença cardíaca, pressão arterial alta, diabetes e, finalmente, a doença de Alzheimer, visto que o processo inflamatório continua inabalável.
Não há como escapar do fato de que quanto mais alimentos processados e preparados consumirmos, quanto mais caminharemos para a inflamação pouco a pouco a cada dia. O corpo humano não consegue processar, nem foi concebido para consumir os alimentos embalados com açúcares e embebido em óleos omega-6.
Há apenas uma resposta para acalmar a inflamação, é voltar aos alimentos mais perto de seu estado natural. Para construir músculos, comer mais proteínas. Escolha carboidratos muito complexos, como frutas e vegetais coloridos. Reduzir ou eliminar gorduras omega-6 causadoras de inflamações como óleo de milho e de soja e os alimentos processados ​​que são feitas a partir deles. Uma colher de sopa de óleo de milho contém 7.280 mg de ômega-6, de soja contém 6.940 mg. Em vez disso, use azeite ou manteiga de animal alimentado com capim.As gorduras animais contêm menos de 20% de ômega-6 e são muito menos propensas a causar inflamação do que os óleos poli-insaturados rotulados como supostamente saudáveis.
Esqueça a "ciência" que tem sido martelada em sua cabeça durante décadas. A ciência que a gordura saturada por si só causa doença cardíaca é inexistente. A ciência que a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue também é muito fraca. Como sabemos agora que o colesterol não é a causa de doença cardíaca, a preocupação com a gordura saturada é ainda mais absurda hoje.
A teoria do colesterol levou à nenhuma gordura, recomendações de baixo teor de gordura que criaram os alimentos que agora estão causando uma epidemia de inflamação.
A medicina tradicional cometeu um erro terrível quando aconselhou as pessoas a evitar a gordura saturada em favor de alimentos ricos em gorduras omega-6. Temos agora uma epidemia de inflamação arterial levando a doenças cardíacas e a outros assassinos silenciosos.
O que você pode fazer é escolher alimentos integrais que sua avó servia (frutas, verduras, cereais, manteiga, banha de porco) e não aqueles que sua mãe encontrou nos corredores de supermercado cheios de alimentos industrializados. Eliminando alimentos inflamatórios e aderindo a nutrientes essenciais de produtos alimentares frescos não-processados, você irá reverter anos de danos nas artérias e em todo o seu corpo causados pelo consumo da dieta típica americana.
O ideal é voltarmos aos alimentos naturais e muito trabalho físico (exercícios).

[Ed. Nota: Dr. Dwight Lundell é ex-Chefe de Gabinete e Chefe de Cirurgia no Hospital do Coração Banner, Mesa, Arizona. Sua prática privada, Cardíaca Care Center foi em Mesa, Arizona. Recentemente, Dr. Lundell deixou a cirurgia para se concentrar no tratamento nutricional de doenças cardíacas. Ele é o fundador da Fundação Saúde dos Humanos, que promove a saúde humana com foco na ajuda às grandes corporações promover o bem estar. Ele é o autor de
"A Cura para a Doença Cardíaca e A Grande Mentira do Colesterol"